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Carnaval
O carnaval de Salvador 2009 foi o carnaval da discriminação racial, que muitos soteropolitanos fazem questão de ocultar e negar. Leia mais
O carnaval de Salvador Bahia
O carnaval de rua mais famoso do Brasil, que atrai uma multidão de mais de um milhão de pessoas a Salvador, conquista pessoas de todas as idades e gostos. O axé é o estilo mais tocado durante a festa, mas pode-se encontrar desde pagode até regae, MPB e até clássicos carnavalescos.
Apesar de parecer que a Bahia está sempre em festa, o carnaval oficial da cidade do Salvador tem apenas seis dias de duração. Durante esses seis dias, 20 km de ruas e avenidas são bloqueadas ao trânsito de veículos e se transformam em uma imensa passarela. Cerca de 1 milhão de turistas pulam e dançam ao som de mais de 200 entidades carnavalescas, entre blocos afro, blocos de trio, afoxés, batucadas e trios elétricos. A folia se estende por 25 bairros, totalizando 30 palcos.
Outro grande destaque do carnaval de Salvador é a folia no Pelourinho que anualmente revive os carnavais de outrora, com os clássicos tocados por bandinhas e muitas pessoas fantasiadas e mascaradas se divertindo nas praças e ruas centenárias do cenário colonial do lugar.
Quem pode paga pelo conforto dos camarotes instalados nos melhores pontos para assistir à passagem dos trios elétricos e blocos ou compra um abadá e se diverte dentro de um bloco, com toda segurança. Já quem não quer gastar muito dinheiro pode ficar na chamada pipoca, composta por foliões que pulam e dançam ao som dos trios, mas do lado de fora da corda que os separa do restante dos foliões.
O nome trio elétrico surgiu em 1951 quando, pela primeira vez, apresentou-se no carnaval um conjunto de 3 instrumentalistas. A dupla elétrica convidou o amigo e músico Temístocles Aragão para integrar o trio tocar nas ruas de Salvador em uma pick up Chrysler, modelo Fargo, maior que a fobica do ano anterior, em cujas laterais se liam em duas placas: "O trio elétrico".
Os anos 70 fizeram com que o apogeu do carnaval de Salvador fosse a Praça Castro Alves, onde todos os foliões se encontravam e se permitiam fazer tudo. Foi a época da liberação cultural, social e sexual. Até esta época, os trios elétricos eram mais veículos alegóricos, ornamentados quase que exclusivamente com bocas de alto-falantes.
Leia: A discriminação racial no Carnaval de Salvador